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Clínica Médica
Coronavirose Canina
 

CORONAVIROSE

Pelo fato dos vírus localizarem-se em forma de uma coroa nas células em que se replicam, deu motivo a sua denominação: corona.

Coronavirose doença que juntamente com a Parvovirose são, entre as doenças virais, as causadoras das mais sérias infeções intestinais em cães. Porém, o vírus Corona não infecta apenas cães, como também bovinos, gatos e outros animais.

A forma aceita de contaminação dos animais, tanto para o vírus Corona quanto aquele da Parvovirose, é mais freqüentemente a través das fezes de animais enfermos dessa moléstia. Os dejetos de animais enfermos com essa virose devem portanto merecer especial cuidado com a finalidade de impedir a disseminação da infeção para outros animais susceptíveis. Tais locais contaminados devem ser desinfetados com soluções apropriadas, como também, os dejetos devem ser removidos para locais onde possam ser esterilizados.

O período de incubação, aquele período que vai entre o contágio com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas, está em torno de 1 a 3 dias, ou seja, extremamente curto quando comparado aos de outras doenças virais.

O vírus Corona também infecta preferencialmente o trato intestinal dos animais e muito raramente espalha-se para outros órgãos do mesmo animal. A intensidade desses sintomas é variável e em alguns casos é mesmo inexistente algum sintoma, o que nos leva pensar que a virose está latente no organismo do animal, a espera de uma queda da sua resistência para exteriorizar.

Entre os possíveis sinais são observados diarréia, vômitos, perda do apetite, letargia e febre. Na diarreia em geral não é observada presença de sangue, adquirindo as fezes coloração alaranjada porém sem odor fétido. Muitos cães infectados com o vírus Corona melhoram sem nenhum tratamento após alguns dias, o que se atribui às suas próprias defesas orgânicas terem controlado a infeção, porém nestes casos quando realiadas provas sorológicas, será detectado título positivo para coronavirus. Os animais jovens são os que mais freqüentemente apresentam os mais sérios sinais da doença, podendo mesmo virem a óbito. É muito comum a co-infecção viral por Corona e Parvovirose, e nestas os sintomas são mais severos ainda.

TRATAMENTO

Como ocorre com as enterites virais em geral, o tratamento dos animais enfermos resume-se no suporte sintomático, já que não existem medicamentos específicos contra os vírus em geral. Com o objetivo de ser impedida desidratação do enfermo causada pelos vómitos e diarréia, a medida terapêutica principal resume-se na administração tanto oral quanto parenteral, de soluções balanceadas, anti-ácidos, antieméticos e vitaminas que exercem eficácia protetora das células do trato digestivo, além de coibirem o vômito.

Antibióticos e quimioterápicos de ação intestinal podem ser administrados quando os sinais intestinais são severos.

Administração parenteral de gama-globulinas específicas é terapêutica que surte efeito, sendo administradas logo constatados os primeiros sinais da doença.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Devido a semelhança dos sinais clínicos dessa virose com aqueles de outras viroses e principalmente com os da Parvovirose, sua diferenciação só é possível através de exames laboratoriais específicos.

IMUNIZAÇÃO

A vacina contra a Coronavirose deve ser aplicada de preferência nas fêmeas antes da cobertura, pois terão sua imunidade aumentada para que durante a gestação tenham a oportunidade de através da placenta conferirem a seus futuros filhotes uma razoável imunidade passiva.

Posteriormete ao parto, durante a amamentação, tal imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será transmitida aos filhotes recém-nascidos, pelos anticorpos contidos principamente no primeiro leite, o colostro, protegendo então os filhotes contra a doença até que tenham idade suficiente para que possam ser imunizados com a mesma vacina.

A primeira dose da vacina deve ser aplicada nos filhotes 15 dias após o desmame, por volta de 45 dias de vida.
Confira nosso esquema de vacinação

Revacinações anuais são também recomendadas, tanto aos filhotes quanto aos animais mais velhos susceptíveis de também virem a contrair a doença.

No caso de alguém que tenha perdido recentemente um animal pela doença, recomenda-se que um novo cão somente seja trazido para o mesmo ambiente contaminado após um período de tempo que permita, não apenas que o novo cãozinho tenha adquirido a imunidade necessária para sua proteção como também a desinfecção do ambiente contaminado.

 


 

 
 
 
 
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