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Clínica Médica
Hemoparasitoses
 

Os hematozoários são parasitas unicelulares chamados protozoários que para poderem sobreviver alimentam-se de células sangüíneas dos seus hospedeiros.

Em medicina os hamatozoários mais importantes conhecidos por causar doenças graves no homem são o Trypanossoma cruzi causador da Doença de Chagas que atinge principalmente células musculares do coração denominadas miocárido e a Rickettsia rickettsii causadora da doença das montanhas rochosas ou febre maculosa que afeta principalmente os glóbulos vermelhos do sangue.

Em medicina veterinária de pequenos animais, principalmente, cães os hematozoários de maior importância são a Babesia e a Erlichia.

A Babesia canis é causadora da doença babesiose canina. Como principal hospedeiro e transmissor da babesia canina temos o carrapato Rhipicephalus sanguineus.

Erlichia sp, assim como a babésia, também é transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus e também parasitam os glóbulos vermelhos do sangue dos animais da espécie canina. As Erlichias são espécies de protozoários próximas às Babésias, que são diferenciadas mediante técnicas especiais biológicas.

As hemoparasitoses pelo fato de determinarem nos cães parasitados, sangramento pelas pontas das orelhas, recebiam o nome de Nambi-Uvú por nossos indígenas, que em linguagem Tupi significa: Orelha que sangra.

SINAIS CLÍNICOS DAS DOENÇAS
Na babesiose, os animais parasitados albergam esse protozoário em seu sangue circulante, principalmente no interior das hemácias, que têm como conseqüência a ruptura desses glóbulos vermelhos, o que é denominado de hemólise, causando anemia do tipo hemolítica e icterícia.

A erlichiose é uma enfermidade septicêmica bastante comum em cães. A erlichia além de parasitar os glóbulos vermelhos afeta também as células sanguíneas brancas, principalmente monócitos e neutrófilos.

As enfermidades têm maior destaque na primavera e verão onde as condições climáticas favorecem a proliferação do carrapato, embora possa ocorrer durante o ano todo.

O período de incubação da doença varia de 7 a 21 dias. E o aparecimento dos sintomas pode acorrer em até 3 meses após a contaminação. A enfermidade se caracteriza por febre, perda do apetite, apatia, secreção mucopurulenta no nariz e olhos, vomito fétido e aumento do baço. Podem aparecer aumento generalizado dos linfonodos, as chamadas ínguas. Alguns animais podem apresentar, convulsões e paralisia. Ocorrem lesões erosivas na mucosa da boca e na pele, edema dos membros posteriores, aumento de abdômen e infecção intestinal.

O curso da doença é desfavorável e a proporção de animais mortos pode ser muito alta, principalmente se a enfermidade não for diagnosticada no início.

DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS - O diagnóstico é baseado na suspeita clinica e confirmado através do exame da amostra de sangue do animal com o encontro do parasitas nas células sangüíneas.
A quantidade mínima de uma gota é suficiente, após preparo do esfregaço sangüíneo é levada essa lâmina ao microscópio ótico, onde serão visualizados esses hematozoários situados no interior dos glóbulos vermelhos sangüíneos, quando positivo. A diferenciação dos hematozoários é feita pelas características morfológicas próprias desses parasitas.

TRATAMENTO - Para cada tipo de hematozoário existe no mercado farmacêutico medicamento específico, o qual deve ser ministrado individualmente de acordo com o peso e idade do animal parasitado. Além disso, medicação para regeneração dos glóbulos vermelhos deve também ser instituída. Conforme a gravidade do parasitismo nós indicaremos a medicação que melhor se enquadre no caso em questão.

CUIDADOS
Trata-se de uma zoonose transmitida do animal para o homem, quando ele fica mais exposto a uma área infestada. Por esse motivo é importante que as pessoas tomem alguns cuidados quando estiverem no meio rural como utilização de calça e camisa compridas e de cores claras, para que se possa ver o carrapato. E a principal de todas é o controle dos carrapatos.

Como controle e medida preventiva das hemoparasitoses deve-se combater as infestações por carrapatos no cão e no ambiente. Medicamentos devem ser sempre administrados sob a responsabilidade do clinico veterinário.

 

 
 
 
 
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